Resumo rápido: Uma viagem de 7 dias em Paris custa, em média, R$ 20.000 a R$ 45.000 por casal, dependendo da classe aérea, categoria do hotel e época do ano. O euro está em torno de R$ 5,90 (referência junho 2026). Com planejamento, é possível viver Paris bem sem pagar o preço da fama da cidade.
Paris não precisa de apresentação. Mas precisa de planejamento honesto. A cidade mais visitada do mundo, com mais de 100 milhões de turistas por ano segundo a Office du Tourisme et des Congrès de Paris (2024), pode ser cara, cansativa e decepcionante para quem chega sem saber onde pisar. Ou pode ser exatamente o que você imaginou, se não mais.
Este roteiro de 7 dias organiza Paris por ritmo e geografia: cada dia tem um bairro central, atrações próximas, e um senso de lugar que vai além das listas de "pontos turísticos". Custos reais em reais, dicas de transporte, onde ficar, e o que ninguém te conta antes de embarcar.
Antes de qualquer coisa, resolva a documentação. Brasileiros precisam de passaporte válido e do ETIAS para entrar na zona Schengen. O processo mudou em 2026: confira nosso guia completo de documentos para a Europa em 2026.
Destaques deste guia:
- 7 dias de roteiro dia a dia, com custos reais por atividade
- Tabela comparativa: perfil econômico, conforto e premium
- Onde ficar: Marais, Saint-Germain, Montmartre e South Pigalle comparados
- Metrô e transporte: Navigo, passes e como não pagar a mais
- Paris custa R$ 20k–45k por casal, saiba onde vai o dinheiro
Por que Paris ainda justifica o hype em 2026?
Paris concentra mais museus de classe mundial por quilômetro quadrado do que qualquer outra capital europeia. Só o Louvre tem mais de 35.000 obras expostas e recebe 8,9 milhões de visitantes por ano (Museu do Louvre, 2024), sendo o museu mais visitado do mundo. Isso não é hype: é uma densidade cultural que demora anos para se esgotar.
Mas Paris em 2026 vai além dos cartões-postais. Os Jogos Olímpicos de 2024 deixaram uma cidade renovada: a margem do Sena ficou mais limpa, o transporte público ganhou novas linhas, e bairros como Pigalle e Oberkampf consolidaram uma cena gastronômica que desafia o Michelin clássico. O visitante que fica só no eixo Eiffel-Louvre-Champs perde metade da cidade.
O câmbio afeta o bolso mais do que antigamente. Com o euro a R$ 5,90, um jantar razoável para dois sai a R$ 400–600. Mas estratégia resolve: almoços em bistrôs (o "menu du jour" de €14–18 é uma das melhores relações custo-benefício da gastronomia europeia) e jantares mais leves diminuem o impacto sem diminuir a experiência.
Roteiro de 7 dias em Paris: dia a dia
Este roteiro organiza Paris por bairros e logística, reduzindo deslocamentos cruzados. O metrô parisiense é eficiente, mas atravessar a cidade várias vezes por dia cansa e consome tempo. Cada dia tem um centro geográfico claro, com atrações que se alcançam a pé ou em poucas paradas de metrô.
Parisienses se movem no próprio ritmo. Quem tenta replicar o ritmo de cidade menor vai se frustrar. Os maiores museus têm filas que duram 45–90 minutos sem reserva prévia. Reserve tudo com antecedência online, sem exceção.Dia 1 - Torre Eiffel, Champs-Élysées e Arco do Triunfo
Comece pela landmark mais reconhecível do mundo: a Torre Eiffel. O ingresso para o topo custa €28,30 por adulto (Tour Eiffel, 2025), e a reserva online é obrigatória na prática: as filas sem reserva chegam a 3 horas na alta temporada. O segundo andar (€18,80) tem a melhor relação entre vista e tempo de espera.
Tarde: siga pelo Campo de Marte, o grande gramado aos pés da Torre. Cruzar a pont d'Iéna leva ao Trocadéro, de onde vem a foto clássica da Torre com perspectiva. É o enquadramento mais reproduzido do mundo por uma razão: funciona.
À noite, suba os Champs-Élysées até o Arco do Triunfo (€13 adultos, o topo tem 284 degraus e uma vista panorâmica dos 12 boulevards que partem do arco). A avenida em si é tomada por lojas de luxo e fast-food turístico; o interesse é a escala e a história, não o comércio.
Jantar em Saint-Germain-des-Prés ou numa brasserie clássica nos arredores: o onion soup gratinée de €12–15 é o prato de boas-vindas ideal.
Custo estimado Dia 1: €80–120 por pessoa (Torre + Arco + refeições)
Dia 2 - Louvre, Tuileries e Marais
O Louvre abre às 9h. Chegue às 8h45 pela entrada do Carrousel du Louvre (menos tumulto que a pirâmide). O ingresso custa €22 (Museu do Louvre, 2025) e inclui acesso a todo o museu. Priorize: Mona Lisa (sala 711, chegue cedo para foto sem multidão), Vênus de Milo, Vitória de Samotrácia, e as salas de antiguidades egípcias. Calcule 3 horas mínimas.
Almoço nos Jardins das Tuileries. O parque público entre o Louvre e a Place de la Concorde tem café e barraquinhas de crepe. Um almoço simples aqui, sentado numa cadeira de ferro ao sol, é a experiência parisiense mais honesta que existe.
Tarde no Marais. O bairro histórico judeu é hoje o mais cosmopolita de Paris: galerias de arte contemporânea, conceito-stores, bistrôs naturais, a Place des Vosges (praça mais antiga de Paris, de 1612). O Musée Picasso fica aqui (€14, reserve online), e o INHA tem entrada gratuita às sextas. Passear sem roteiro fixo pelo Marais é uma das melhores coisas que Paris oferece.
Custo estimado Dia 2: €60–90 por pessoa (Louvre + Musée Picasso + refeições)
Dia 3 - Montmartre e Sacré-Coeur
Montmartre é o bairro que mais se parece com a ideia romanticizada de Paris. A subida até a Basílica do Sacré-Coeur (entrada gratuita, cúpula €8) passa por escadarias, ateliês de artistas, bistrôs apertados, e a Place du Tertre com retratistas. Chegue de manhã, antes das 10h, para ver o bairro acordar. A Basílica foi construída entre 1875 e 1914 e fica no ponto mais alto de Paris, a 130 metros de altitude.
Desça pela rue Lepic até o Moulin Rouge (a fachada do cabaré de 1889 é de graça; o show noturno começa em €115 por pessoa). O bairro de Pigalle, logo abaixo, tem uma cena de bares e restaurantes que não aparece nos roteiros genéricos: autêntica, variada, e bem mais barata do que o centro turístico.
À tarde, visite o Musée de Montmartre (€15 adultos), instalado na casa onde Renoir e Utrillo trabalharam. Pequeno, bem curado, e com um jardim tranquilo que parece pertencer a outra cidade. É um dos museus mais subestimados de Paris.
Custo estimado Dia 3: €40–70 por pessoa (Sacré-Coeur + Musée de Montmartre + refeições)
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Quero meu roteiro personalizadoDia 4 - Versalhes: o dia fora de Paris que vale cada euro
O Palácio de Versalhes é o conjunto arquitetônico mais grandioso que a Europa já produziu. Construído por Luís XIV entre 1661 e 1710, o complexo tem 2.300 cômodos e jardins que se estendem por 800 hectares (Château de Versailles, 2025). O ingresso para o Palácio custa €21 adultos; o pass completo com os Grandes Trianons sai por €30.
Saia de Paris cedo: o trem RER C parte da Gare d'Austerlitz ou Saint-Michel e chega em Versalhes-Rive Gauche em 35–40 minutos (€7,60 ida, com o passe Navigo cobre a viagem inteira). Chegue às 9h na abertura. O Hall dos Espelhos fica lotado a partir das 11h, e a diferença entre ver antes e depois desse horário é enorme.
Reserve pelo menos meia tarde para os jardins. Os fontenários funcionam sábados, domingos e algumas sextas de abril a outubro (Les Grandes Eaux Musicales, €12 extra), com jatos d'água sincronizados à música barroca. É espetacular de um jeito difícil de descrever.
Almoce nos restaurantes do complexo (caro, €20–35) ou leve um piquenique e coma nos jardins. A segunda opção é, honestamente, melhor.
Custo estimado Dia 4: €50–75 por pessoa (ingresso + trem + refeições)
Dia 5 - Saint-Germain-des-Prés e Musée d'Orsay
Saint-Germain é onde o existencialismo foi inventado em mesas de café. Sartre, Simone de Beauvoir, Hemingway e Camus eram frequentadores do Café de Flore e Les Deux Magots. Os cafés ainda existem, ainda cobram preços turísticos (€8–12 por café), e ainda valem uma hora de observação da vida passando. O bairro é também o melhor para livrarias, papelarias e ateliês de arte.
O Musée d'Orsay fica numa antiga estação de trem do século XIX às margens do Sena. Com ingresso de €16 (Musée d'Orsay, 2025), abriga a maior coleção de arte impressionista do mundo: Monet, Renoir, Degas, Van Gogh, Cézanne. É, para muitos visitantes, o museu mais emocionalmente impactante de Paris. Reserve pelo menos 2 horas.
À tarde, siga pela margem esquerda do Sena. A Saint-Chapelle (€13 adultos, vitrais do século XIII) é a 10 minutos a pé e uma das experiências arquitetônicas mais singulares da Europa: os 1.113 vitrais cobrem 600 m² e transformam a luz do sol em algo próximo do sobrenatural. Muitas pessoas passam direto e se arrependem depois.
Custo estimado Dia 5: €55–80 por pessoa (Orsay + Saint-Chapelle + refeições)
Dia 6 - Excursão: Giverny ou Fontainebleau
O segundo passeio fora de Paris escolhe entre dois universos completamente diferentes. Giverny fica a 80 km a noroeste de Paris e abriga o jardim que Monet pintou por 40 anos. A Casa e Jardins de Giverny custam €12,50 por adulto (Fondation Claude Monet, 2025). De maio a outubro, as ninfeias do lago estão em plena floração. Não é turismo de museu: é a vivência do lugar que gerou algumas das pinturas mais reconhecidas da história da arte.
Fontainebleau fica a 60 km ao sul de Paris. O Château de Fontainebleau (€14 adultos) foi residência real por 800 anos, de Francisco I a Napoleão III. A Floresta de Fontainebleau, ao redor, tem trilhas fáceis e escalada em boulder, com formações de arenito únicas. Para quem prefere natureza ao jardim romântico de Giverny, essa é a melhor escolha.
Como chegar: Giverny exige trem (Paris Saint-Lazare → Vernon, €30 ida e volta) mais táxi ou bicicleta alugada de Vernon (€6–12). Fontainebleau é mais simples: trem Transilien da Gare de Lyon (€18 ida e volta, 40 minutos).
Custo estimado Dia 6: €45–70 por pessoa (transporte + ingresso + refeições)
Dia 7 - Compras, Galeries Lafayette e despedida
Último dia: um mix de compras estratégicas e últimas experiências. As Galeries Lafayette no Boulevard Haussmann são o mais célebre grande magazine da França, inaugurado em 1896 (Galeries Lafayette, 2024). O terraço da cúpula é gratuito e tem uma das melhores vistas de Paris sem filas. Cosméticos, perfumes e alimentos finos no térreo fazem as melhores lembranças: L'Occitane, Fauchon, macarons Pierre Hermé.
Para quem quer moda mais acessível: o Marais tem lojas independentes excelentes. O bairro de Belleville tem mercados de rua às quintas e sábados. E o Le Bon Marché, na Rive Gauche, é o grande magazine mais elegante da cidade, com uma seleção de alimentos importados que é a própria definição de "gastronomia francesa".
Tax Refund em Paris: compras acima de €100 numa mesma loja dão direito à recuperação do IVA francês (20%) na saída do país. Peça o formulário Global Blue ou Planet Tax Free na hora da compra, valide no terminal Détaxe no aeroporto. Em compras de €300, o retorno é €60 por pessoa. Vale cada minuto burocrático.
Custo estimado Dia 7: €50–300+ por pessoa (variável conforme compras)
Quanto custa Paris em 2026? Tabela completa por perfil
O euro está em torno de R$ 5,90 (junho 2026), tornando Paris significativamente mais cara do que Lisboa e um pouco mais do que Roma. A boa notícia: vários museus têm dias ou horários gratuitos, e o sistema de transporte cobre toda a cidade por um passe semanal de €30 (Île-de-France Mobilités, 2025). Uma diária em hotel 3 estrelas bem localizado varia de €140 a €280.
A divisão de custos em Paris surpreende quem não a conhece: o alojamento come mais da metade do orçamento total da viagem para a maioria dos casais. Migrar de hotel 3 estrelas para hotel 4 estrelas em Paris dobra o custo da hospedagem, mas adiciona muito pouco à experiência real da cidade. O dinheiro economizado no hotel vale muito mais nos restaurantes e nos ingressos.| Item | Econômico (casal) | Conforto (casal) | Premium (casal) |
|---|---|---|---|
| Passagem aérea (econômica, ida e volta) | R$ 7.000–10.000 | R$ 10.000–16.000 | R$ 20.000–50.000+ |
| Hospedagem (7 noites) | R$ 4.000–6.500 | R$ 7.000–12.000 | R$ 15.000–35.000 |
| Alimentação (7 dias) | R$ 2.800–4.200 | R$ 4.500–7.000 | R$ 8.000–18.000 |
| Atrações e ingressos | R$ 1.200–2.000 | R$ 2.000–3.500 | R$ 3.500–6.000 |
| Transporte local (Navigo semanal) | R$ 350–500 | R$ 350–500 | R$ 500–1.500 (táxi) |
| Excursão (Versalhes + Giverny ou Fontainebleau) | R$ 700–1.000 | R$ 900–1.400 | R$ 1.200–2.500 |
| Seguro viagem | R$ 600–900 | R$ 700–1.200 | R$ 1.000–2.000 |
| Total estimado (casal) | R$ 16.650–25.100 | R$ 25.450–41.600 | R$ 49.200–115.000+ |
Valores baseados em euro a R$ 5,90, passagens em classe econômica com uma conexão (GRU–CDG), e hotéis 3 estrelas bem localizados no perfil conforto. Passagem em business class eleva o custo em R$ 15.000–30.000 por pessoa. Para entender melhor como dividir o dinheiro entre cartão, euro em espécie e transferência, leia: quanto levar de dinheiro para a Europa em 2026.
Onde ficar em Paris: qual bairro escolher?
A localização em Paris impacta mais do que a categoria do hotel. Os bairros centrais têm acesso a pé às principais atrações, reduzindo o gasto em transporte e o tempo de deslocamento. Uma diária em hotel 3 estrelas no Marais começa em €140 (Booking.com, junho 2026); os mesmos quarenta metros quadrados em Saint-Germain custam €180–220.
Marais (3e e 4e arrondissements)
Melhor equilíbrio entre localização, atmosfera e custo para a maioria dos visitantes. Acesso a pé ao Louvre (20 min), Notre-Dame (10 min) e Île Saint-Louis. O bairro tem vida noturna animada, o melhor falafel de Paris na rue des Rosiers, e uma mistura de história medieval com design contemporâneo que funciona muito bem. Faixa de hotel: €140–220/noite.
Bons hotéis: Hôtel du Petit Moulin (boutique em farmácia do século XVII, projetado por Christian Lacroix), Hôtel de la Bretonnerie (vigas de madeira expostas, preço justo), e o Hotel Jules & Jim para design moderno.
Saint-Germain-des-Prés (6e arrondissement)
Bairro mais elegante e literário de Paris. Próximo ao Musée d'Orsay, ao Jardin du Luxembourg e às livrarias da Rive Gauche. Silencioso à noite, seguro, e com uma concentração de bons restaurantes por metro quadrado que rivaliza com qualquer bairro da cidade. É o favorito de casais em lua de mel que querem a versão mais romanticizada de Paris. Faixa: €180–350/noite.
Bons hotéis: L'Hôtel (onde Oscar Wilde morreu, hoje boutique com piscina), Hôtel Bel Ami (design contemporâneo), e o Relais Christine para atmosfera de hôtel particulier histórico.
Montmartre (18e arrondissement)
A escolha mais fotogênica e, paradoxalmente, mais acessível. O bairro nas alturas do norte de Paris tem preços de hotel 10–20% abaixo do centro, boa conexão de metrô (linhas 2 e 12), e uma autenticidade de vizinhança que os bairros turísticos do centro perderam. É o melhor para quem já conhece Paris e quer uma experiência diferente, ou para quem viaja por mais de 7 dias. Faixa: €110–180/noite.
Bons hotéis: Hôtel Particulier Montmartre (o mais exclusivo do bairro, pátio secreto), Timhotel Montmartre (relação custo-benefício excelente), e o Hôtel des Arts para charme sem exagero.
South Pigalle - SoPi (9e arrondissement)
A descoberta do turismo inteligente em Paris. O bairro entre Pigalle e Notre-Dame-de-Lorette foi chamado de "Brooklyn parisiense" pela imprensa especializada nos últimos anos: bares naturais, restaurantes criativos, ateliês, e uma energia de bairro que se reinventa sem perder identidade. Boa conexão de metrô para o centro. Preços 15–25% abaixo do Marais. Faixa: €120–180/noite.
Bons hotéis: Le Pigalle (o hotel que define o bairro, música ao vivo no bar), Generator Paris (design e preço para viajantes jovens), e o Hôtel Amour para o casal que quer atmosfera sem turistice.
Como funciona o metrô e o transporte em Paris?
O metrô de Paris tem 16 linhas, 302 estações e cobre praticamente todos os pontos turísticos da cidade. O bilhete unitário (ticket t+) custa €2,15 avulso (Île-de-France Mobilités, 2025), mas ninguém deveria comprar avulso. Para 7 dias, o Navigo Semaine (passe semanal de segunda a domingo) é a opção mais inteligente.
Navigo Semaine: o passe que simplifica tudo
O Navigo Semaine cobre metrô, RER, ônibus e tramway em toda a Île-de-France por €30 por semana, por pessoa. Inclui o RER B (Charles de Gaulle ao centro em 35 minutos) e o RER C (para Versalhes). Se você compra bilhetes avulsos para o Orly Express ou Versalhes separadamente, já gasta mais do que o passe inteiro. O cartão físico custa €5 e vale para múltiplas semanas.
Uma atenção: o passe semanal cobre de segunda a domingo. Se você chega numa quinta-feira, ele vale apenas de quinta a domingo. Nesses casos, comprar o carnet de 10 bilhetes (€17,35) para os primeiros dias pode sair mais barato.
Aeroporto ao centro
Do Charles de Gaulle: o RER B leva ao centro em 35 minutos por €11,80 (ou grátis com Navigo Semaine). Um táxi oficial custa €50–65 fixos para a Rive Droite ou €55–70 para a Rive Gauche (tarifas regulamentadas pela Prefeitura de Paris). O Uber custa €45–60. Para dois ou mais viajantes com bagagem, táxi compensa; sozinho, RER B é a melhor opção.
Qual a melhor época para visitar Paris?
Abril a junho e setembro a outubro são os meses com melhor relação entre clima, custo e lotação. A primavera parisiense (abril-maio) tem temperaturas de 12–20°C, flores nos jardins públicos, e uma luz específica que fotógrafos conhecem bem. Em julho de 2024, a temperatura média foi de 23,5°C (Météo-France, 2024), com pico de 36°C em dias de onda de calor.
Abril a junho: a Paris dos cartões-postais
Maio é o mês perfeito. As cerejeiras do Jardin du Palais Royal estão em flor, os terraços de café voltam à calçada, e as passagens ainda não atingiram o pico de julho. Junho traz os dias mais longos do ano (o sol se põe depois das 22h no solstício), o que estende brutalmente o tempo útil de cada dia de viagem. Passagens para Paris em maio costumam custar 15–20% menos do que em julho.
Setembro e outubro: o outono que compensa
Quem sabe vai em setembro. A cidade volta ao ritmo depois do recesso de agosto (quando muitos parisienses viajam e alguns restaurantes fecham). Outubro tem a cidade em cores: o Bois de Boulogne e os parques ficam dourados. As filas nos museus diminuem sensivelmente e os preços de hospedagem caem 10–20% em relação ao verão.
Dezembro: Paris em modo natalino
As luzes dos Champs-Élysées, os marchés de Noël em cada praça, e os vitrines decorados das grandes lojas transformam Paris numa cenografia que a cidade domina melhor do que qualquer outra capital europeia. O frio é gerenciável (4–10°C), e passagens fora do período 20–27 de dezembro costumam ter preços razoáveis. É a viagem que mais frequentemente se torna "a melhor da vida" de casais.
Se Paris for parte de um roteiro maior pela Europa, leia: roteiro Europa 15 dias: o guia completo para a primeira eurotrip.
Perguntas frequentes sobre viagem a Paris
Quanto custa uma viagem a Paris para um casal em 7 dias em 2026?
Uma viagem de 7 dias para um casal em Paris custa entre R$ 20.000 e R$ 45.000 no perfil conforto, incluindo passagens econômicas com conexão, hotel 3 estrelas bem localizado, alimentação variada, atrações e excursões a Versalhes. O principal fator de variação é o custo da hospedagem, que pode representar 25–30% do total. (Office du Tourisme de Paris, 2025)
Brasileiros precisam de visto para entrar na França em 2026?
Sim. A França faz parte da zona Schengen, e brasileiros precisam do ETIAS (Autorização Europeia de Viagem e Informação) a partir de 2026. O processo é online, custa €7 por pessoa, e a autorização tem validade de 3 anos ou até o vencimento do passaporte. Passaporte deve ter validade mínima de 6 meses além da data de retorno. Confira o guia completo de documentos para a Europa antes de qualquer compra.
Vale a pena comprar o Paris Museum Pass?
Depende do roteiro. O Paris Museum Pass de 4 dias custa €78 por pessoa e cobre Louvre, Orsay, Versalhes, Centre Pompidou, Saint-Chapelle e mais de 50 museus, com acesso direto sem fila em alguns deles. Se o seu roteiro inclui 3 museus pagos ou mais por dia, o pass compensa. Quem vai apenas ao Louvre e ao Orsay pagando separado gasta menos. (Paris Museum Pass, 2025)
Como usar cartão de crédito brasileiro em Paris?
Cartões Visa e Mastercard com chip e contactless funcionam em praticamente todo o comércio parisiense, incluindo metrô. A taxa de câmbio do cartão de crédito aplica IOF de 4,38% sobre cada transação. Cartões de débito em corretoras como Wise ou Remessa Online têm taxas menores, especialmente para saques em caixas eletrônicos. Mantenha €100–150 em espécie para mercados, bistrôs pequenos e situações sem maquininha.
Paris é segura para turistas brasileiros?
Paris tem concentração alta de carteiristas nas atrações mais movimentadas, especialmente Torre Eiffel, Louvre e metrô turístico. O crime violento contra turistas é baixo. Os cuidados padrão se aplicam: não use celular aparente em bolso traseiro, use mochila pequena na frente, guarde passaporte em cofre do hotel. A região de Pigalle à noite tem uma cena mais agitada, mas não é perigosa. Banlieues (subúrbios externos) não constam no roteiro turístico e não são relevantes para a maioria das visitas.
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Quero planejar minha viagem pra ParisSe você está comparando Paris com outros destinos europeus para decidir onde ir primeiro, leia: roteiro Europa 15 dias: o guia completo para a primeira eurotrip.




