Paris é daqueles destinos que a gente sonha desde criança — e quando chega a hora de pesquisar preços, o sonho pode virar pesadelo ou surpresa boa, dependendo de como você planeja. Este guia mostra quanto custa, de verdade, uma viagem para Paris em 2026, com valores reais em reais, divididos por perfil de viajante. Sem aquele papo de "depende" sem dar número nenhum. Aqui você vai encontrar tabelas, faixas de preço e dicas pra montar um orçamento que faz sentido pra você — seja viajando solo, em casal ou com a família.
Como o câmbio do euro afeta o custo
Antes de qualquer conta, o elefante na sala: o câmbio. Em maio de 2026, o euro gira em torno de R$ 6,10 a R$ 6,40 nas casas de câmbio (turismo). Isso significa que cada cafezinho de €3 custa quase R$ 20. Cada jantar de €40 por pessoa vira R$ 250.
A variação de R$ 0,30 no câmbio pode parecer pouca, mas numa viagem de 10 dias pra casal, a diferença chega a R$ 800–1.200 no total. Algumas formas de se proteger:
- Cartão de débito internacional (Wise, Nomad) — câmbio comercial + spread pequeno, geralmente a melhor taxa
- Compra parcelada de euro — ir comprando aos poucos meses antes, diluindo o risco
- Evitar câmbio no aeroporto — as taxas são consistentemente piores, às vezes 8–12% acima do comercial
Para este guia, usamos o câmbio de referência de R$ 6,20 por euro. Se o euro subir ou cair, ajuste proporcionalmente.
Quanto custam passagens aéreas para Paris em 2026?
O trecho GRU–CDG (Guarulhos–Charles de Gaulle) é o mais comum e o que oferece mais opções. Voos diretos existem pela LATAM e Air France, com duração de cerca de 11 horas.
- Voo direto (ida e volta): R$ 5.500 a R$ 9.000 em econômica, dependendo da antecedência e época
- Com conexão (Lisboa, Madri, Amsterdam): R$ 3.800 a R$ 6.500 — a economia compensa se você não se importa com 3–6 horas a mais de viagem
- Premium economy: R$ 8.000 a R$ 13.000 (vale muito a pena no voo noturno — o assento reclina de verdade)
- Executiva: R$ 18.000 a R$ 28.000
A regra de ouro continua valendo: compre com 3 a 5 meses de antecedência. Ferramentas como Google Flights com alerta de preço ajudam bastante. Janeiro, fevereiro e novembro costumam ter as tarifas mais baixas. Julho e agosto são os meses mais caros.
Uma dica prática: se houver flexibilidade, voar de terça a quinta costuma sair 15–25% mais barato que sexta ou domingo.
Quanto custa hospedagem em Paris por região?
Paris é dividida em 20 arrondissements (distritos), e a localização muda completamente o preço e a experiência. Valores abaixo são por noite, para quarto duplo padrão.
Centro / Le Marais (3e e 4e arrondissements)
A região mais central e charmosa. Perto de Notre-Dame, Place des Vosges, Centre Pompidou. Caminhar é o principal transporte.
- Hotel 3 estrelas: R$ 750 a R$ 1.100/noite
- Hotel 4 estrelas: R$ 1.200 a R$ 1.800/noite
- Apartamento (Airbnb/Booking): R$ 600 a R$ 1.000/noite para 2 pessoas; R$ 900 a R$ 1.500/noite para famílias
Vale a pena pra quem quer viver Paris a pé e não se importa com quartos menores — porque em Paris, "compacto" é a norma.
Montmartre (18e arrondissement)
Bohêmio, artístico, com a Sacré-Cœur no topo. Mais acessível que o centro, mas com personalidade de sobra. Atenção: algumas ruas ao redor de Pigalle são barulhentas à noite.
- Hotel 3 estrelas: R$ 500 a R$ 800/noite
- Hotel 4 estrelas: R$ 800 a R$ 1.200/noite
- Apartamento: R$ 450 a R$ 750/noite
Saint-Germain-des-Prés (6e arrondissement)
O bairro literário, dos cafés clássicos (Café de Flore, Les Deux Magots), galerias e livrarias. Elegante sem ser ostentoso. Os preços refletem o charme.
- Hotel 3 estrelas: R$ 800 a R$ 1.200/noite
- Hotel 4 estrelas: R$ 1.400 a R$ 2.200/noite
- Apartamento: R$ 700 a R$ 1.100/noite
Arredores (11e, 12e, 13e, 15e arrondissements)
Regiões mais residenciais, com metrô fácil pro centro. É onde moram os parisienses — e onde o orçamento respira.
- Hotel 3 estrelas: R$ 400 a R$ 650/noite
- Hotel 4 estrelas: R$ 600 a R$ 900/noite
- Apartamento: R$ 350 a R$ 600/noite
Para famílias, apartamentos nos arredores costumam ser a melhor relação custo-benefício: mais espaço, cozinha pra preparar café da manhã, e máquina de lavar roupa (subestimada por quem viaja com crianças).
Quanto custa comer em Paris em 2026?
A comida em Paris é uma atração em si. O segredo é saber onde cada refeição se encaixa no seu orçamento.
- Boulangerie (padaria): croissant + café = €4–6 (R$ 25–37). É o café da manhã dos parisienses e funciona perfeitamente como o seu também
- Almoço em bistrô (formule du jour): entrada + prato ou prato + sobremesa = €16–22 (R$ 100–136). Essa é a melhor pechincha gastronômica de Paris — comida honesta, bem feita, a preço justo
- Jantar em restaurante médio: €35–55 por pessoa com vinho (R$ 217–341)
- Restaurante gastronômico: €80–150 por pessoa (R$ 496–930) — reserva obrigatória, experiência inesquecível
- Café sentado em terraço: €3–5 (R$ 19–31). Sim, é mais caro que no balcão — e vale cada centavo pela experiência
- Supermercado (Monoprix, Franprix): montar um jantar leve com queijo, baguete, presunto e vinho sai por €10–15 por pessoa (R$ 62–93)
Orçamento diário realista para alimentação:
- Econômico: R$ 150–200/dia por pessoa (boulangerie + formule + supermercado)
- Confortável: R$ 280–400/dia por pessoa (café fora + bistrô + restaurante à noite)
- Premium: R$ 500–800/dia por pessoa (cafés especiais + bistrôs renomados + gastronômico)
Quanto custa transporte em Paris?
Paris tem um dos melhores sistemas de transporte público do mundo. Você não precisa de carro — na verdade, carro atrapalha.
- Bilhete unitário (t+): €2,15 (R$ 13,30) — serve pra metrô, RER dentro de Paris e ônibus
- Carnet de 10 bilhetes: não existe mais fisicamente, mas pelo app Île-de-France Mobilités você compra pacotes com desconto
- Passe Navigo Semaine (semanal): €30,75 (R$ 191) — viagens ilimitadas de segunda a domingo em todas as zonas, incluindo aeroporto CDG e Versailles. Se você chegar numa segunda-feira, é imbatível
- Passe Navigo Mois (mensal): €86,40 (R$ 536) — só vale se ficar mais de 3 semanas
- CDG → centro (RER B): €11,80 (R$ 73) por pessoa, ~35 minutos
- Uber/táxi CDG → centro: tarifa fixa de €56 (R$ 347) para rive droite, €65 (R$ 403) para rive gauche
- Uber dentro de Paris: €8–15 por corrida (R$ 50–93)
Para 10 dias, a maioria dos viajantes gasta entre R$ 250 e R$ 500 com transporte. Se pegar o Navigo na semana certa, fica ainda mais barato.
Passeios e entradas
Muita coisa boa em Paris é de graça — caminhar pelo Sena, jardins de Luxembourg, ver a Torre Eiffel de baixo. Mas as atrações com ingresso são parte essencial da experiência.
- Torre Eiffel (topo, elevador): €29,40 adulto (R$ 182). Crianças 4–11: €7,40 (R$ 46). Reserve online com antecedência — os horários esgotam semanas antes
- Musée du Louvre: €22 (R$ 136). Gratuito para menores de 18. Primeira sexta do mês é grátis à noite (lotado, mas grátis)
- Musée d'Orsay: €16 (R$ 99). Gratuito para menores de 18
- Palácio de Versailles: €21 (R$ 130) palácio + jardins. Os jardins musicais (abril–outubro) custam €10 extras (R$ 62)
- Cruzeiro no Sena (Bateaux Mouches): €16 (R$ 99) adulto. Com jantar: €75–120 (R$ 465–744)
- Catacumbas: €29 (R$ 180). Reserve online — a fila presencial é brutal
- Paris Museum Pass (4 dias): €80 (R$ 496) — acesso a 50+ museus, incluindo Louvre, Orsay, Versailles. Se você pretende visitar 4+ museus, compensa
Para uma viagem de 10 dias com ritmo equilibrado (sem correr), conte com R$ 800–1.500 por pessoa em entradas e passeios.
Quanto custa 10 dias em Paris por perfil?
Aqui está a tabela que todo mundo procura. Valores totais para 10 dias/9 noites, incluindo passagem aérea, hospedagem, alimentação, transporte e passeios. Câmbio: R$ 6,20/€.
| Perfil | Solo | Casal | Família (4 pessoas) |
|---|---|---|---|
| Econômico | R$ 11.000–14.000 | R$ 17.000–22.000 | R$ 28.000–36.000 |
| Confortável | R$ 16.000–21.000 | R$ 26.000–34.000 | R$ 42.000–55.000 |
| Premium | R$ 25.000–35.000 | R$ 40.000–55.000 | R$ 65.000–85.000 |
O que muda entre os perfis:
- Econômico: voo com conexão, hotel 3 estrelas ou Airbnb nos arredores, boulangerie + formule no almoço, supermercado à noite, Museum Pass, metrô
- Confortável: voo direto em econômica, hotel 4 estrelas no Marais ou Montmartre, bistrôs no almoço, restaurantes à noite, passeios selecionados
- Premium: voo direto em premium economy ou executiva, hotel boutique em Saint-Germain, experiências gastronômicas, cruzeiro com jantar, guia privado em Versailles
Qual a melhor época para visitar?
Paris funciona o ano inteiro, mas cada estação tem personalidade (e preço) diferente.
- Primavera (abril–junho): a Paris dos filmes. Clima ameno (12–22°C), jardins floridos, dias longos. Preços em alta, mas não no pico. Nossa recomendação pra maioria dos viajantes
- Verão (julho–agosto): dias longuíssimos (sol até 22h), calor que pode surpreender (30–38°C), lotado de turistas, preços no topo. Muitos parisienses saem da cidade
- Outono (setembro–outubro): temperaturas agradáveis, folhagem dourada, menos turistas que no verão, preços começando a cair. Excelente custo-benefício
- Inverno (novembro–março): frio (0–8°C), dias curtos, mas a cidade fica mágica no Natal. Passagens e hotéis nos menores preços do ano. Se você não se importa com frio, é a época mais econômica
Para quem busca o equilíbrio entre preço, clima e lotação: maio, junho, setembro e outubro são os meses ideais.
Como economizar sem perder qualidade?
Economizar em Paris não significa comer mal ou ficar longe de tudo. Significa ser estratégico.
- Faça do almoço a refeição principal: a formule du jour (menu executivo) dos bistrôs custa metade do que o mesmo lugar cobra à noite
- Café da manhã na boulangerie: croissant + café por R$ 30 é melhor e mais barato que o buffet do hotel (que frequentemente cobra €15–25)
- Museum Pass se for visitar 4+ museus: a economia é real, e você pula a fila na maioria dos lugares
- Navigo semanal: se sua viagem cobrir uma semana de segunda a domingo, o passe se paga em 3–4 dias
- Piquenique nos jardins: queijo, baguete, frutas e vinho do supermercado, sentados no Jardim de Luxembourg ou Champ de Mars. É um programa, não uma economia — os parisienses fazem isso o tempo todo
- Primeiro domingo do mês: vários museus são gratuitos, incluindo o Louvre (outubro a março)
- Água: peça "une carafe d'eau" nos restaurantes — é água da torneira, gratuita, e perfeitamente boa
- Evite restaurantes com cardápio em 6 idiomas na frente de pontos turísticos — são armadilhas para turistas, com preço alto e qualidade baixa
Paris para casais, solo e famílias: o que muda
Para casais e lua de mel: Paris praticamente se vende sozinha. Reserve pelo menos um jantar especial (bistrô com estrela Michelin Bib Gourmand é a melhor relação), um cruzeiro noturno pelo Sena e uma tarde sem roteiro em Saint-Germain. Montmartre ao pôr do sol, na escadaria da Sacré-Cœur, é gratuito e inesquecível.
Para viajantes solo: Paris é uma das cidades mais amigáveis pra quem viaja sozinho. Os cafés são feitos pra sentar, observar e escrever. Os museus são perfeitos pra curtir no seu ritmo. A cidade é segura (com os cuidados normais de metrópole). E nos hostels e bistrôs, conhecer gente acontece naturalmente. O custo por pessoa é mais alto porque você não divide hospedagem, mas compensa na liberdade total de roteiro.
Para famílias com crianças: Paris surpreende positivamente. Jardim de Luxembourg tem playground, veleiros de brinquedo no lago e pôneis. O Museu de História Natural tem uma galeria de evolução que hipnotiza crianças. Disneyland Paris fica a 40 minutos de RER. Dica essencial: crianças até 18 anos não pagam em quase nenhum museu nacional francês. Isso muda completamente o orçamento de passeios.
Resumo
Paris em 2026 não é um destino barato, mas é um destino onde cada real investido volta em experiência. O custo total depende muito mais das suas escolhas — onde dormir, como comer, quando ir — do que do destino em si.
Para a maioria dos brasileiros viajando em casal com conforto razoável, o orçamento realista fica entre R$ 26.000 e R$ 34.000 para 10 dias. Dá pra fazer por menos sendo estratégico, e dá pra gastar muito mais se quiser luxo — mas esse é o range onde você vive Paris de verdade, sem passar perrengue e sem culpa.
O mais importante: comece a planejar com antecedência. Passagem comprada 4 meses antes pode custar metade da comprada em cima da hora. E câmbio comprado aos poucos dói menos do que tudo de uma vez.
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Quanto dinheiro levar para Paris por dia?
Depende do perfil. Para um viajante econômico, conte com R$ 250–350 por dia por pessoa (alimentação + transporte + passeios, sem contar hospedagem). Para um perfil confortável, R$ 450–650. Para premium, R$ 800+. Leve parte em espécie (euros) e parte no cartão de débito internacional — a maioria dos lugares aceita cartão, mas padarias e mercados menores às vezes preferem dinheiro.
Paris é cara comparada a outros destinos europeus?
Paris é mais cara que Lisboa, Madri ou Praga, mas fica na mesma faixa que Roma e abaixo de Londres, Zurique e cidades escandinavas. O diferencial de Paris é que as "coisas gratuitas" — caminhar pelas margens do Sena, jardins, arquitetura — são tão boas quanto as pagas. Você pode ter dias inteiros incríveis gastando quase nada.
Vale a pena comprar o Paris Museum Pass?
Se você planeja visitar 4 ou mais museus/monumentos em 4 dias consecutivos, sim. O passe de 4 dias custa €80 (R$ 496) e inclui Louvre (€22), Orsay (€16), Versailles (€21), Sainte-Chapelle (€11,50), entre outros. Visitando só esses quatro, você já economiza €70,50. Além do dinheiro, pular a fila em alta temporada vale ouro.
Qual o bairro mais indicado para se hospedar?
Não existe resposta única. Para casais que querem charme e praticidade, Le Marais (3e/4e) é imbatível. Para famílias que precisam de espaço e bom custo-benefício, os arrondissements 11e e 12e oferecem apartamentos grandes perto do metrô. Para lua de mel com orçamento mais generoso, Saint-Germain (6e) é pura magia. Montmartre (18e) é perfeito para quem busca personalidade e preços mais acessíveis.
É possível viajar para Paris gastando menos de R$ 15.000 por pessoa?
Sim, é possível. Voando com conexão em baixa temporada (novembro–março, exceto Natal), ficando em hostel ou Airbnb compartilhado nos arredores, comendo em boulangeries e supermercados, e usando o Museum Pass estrategicamente, dá pra fazer 10 dias por R$ 11.000–14.000 por pessoa. Não é luxo, mas é Paris de verdade — e honestamente, alguns dos melhores momentos da cidade são gratuitos.






