Templos, comida de rua, praias e massagem: quanto custa explorar a Tailândia por 14 dias

A Tailândia é um daqueles destinos que parecem caros à primeira vista — até você começar a pesquisar de verdade. Bangkok com seus templos dourados, Chiang Mai rodeada de montanhas e florestas, ilhas de água turquesa que você já viu em dezenas de fotos: tudo isso cabe num orçamento bem menor do que a maioria dos brasileiros imagina.
Mas "barato" é relativo, e planejar mal pode transformar qualquer destino em dor de cabeça. Por isso este guia existe: para você chegar com expectativas reais, gastar o que faz sentido pro seu bolso e voltar sem surpresas desagradáveis na fatura do cartão.
Vamos falar de tudo — passagem, hospedagem, comida, atrações, e três perfis de orçamento pra 14 dias que vão do econômico ao premium. USD 1 = R$ 5,50 para todos os cálculos aqui.
A Tailândia não tem voo direto do Brasil. Qualquer rota vai exigir pelo menos uma escala, e as mais comuns saem por Dubai (Emirates) ou Doha (Qatar Airways) — ambas com conexão eficiente e boa pontualidade.
O tempo de viagem total fica entre 20 e 24 horas dependendo da escala. Não é pouca coisa, mas é administrável — especialmente se você pegar um voo noturno de São Paulo e chegar em Bangkok no dia seguinte de manhã, pronto pra começar.
Os valores variam bastante conforme a antecedência e a época do ano:
Se você ainda não sabe como usar milhas para voar em classe executiva pagando quase nada, vale muito a pena entender isso antes de comprar qualquer passagem. Confira como acumular e resgatar milhas de forma inteligente.
Para quem está indo à Tailândia pela primeira vez e tem dúvidas sobre check-in, bagagem despachada e tudo que envolve um voo internacional longo, recomendo também ler o que ninguém te conta sobre voar internacional pela primeira vez.
Bangkok é caótica, barulhenta, deliciosa e absolutamente viciante. Você vai precisar de pelo menos três dias pra ter uma noção real da cidade — e quatro já permitem uma experiência mais folgada, com tempo pra se perder num mercado ou tomar um café olhando pro rio Chao Phraya sem se sentir culpado.
O range é enorme. Em Bangkok você encontra desde hostel limpo e bem localizado até hotel cinco estrelas com rooftop famoso no mundo todo:
Bairros para considerar: Silom/Sathorn (mais corporativo, boa localização central), Sukhumvit (vida noturna, bem servido pelo BTS Skytrain) e Banglamphu/Khao San Road (mochileiro clássico, perto dos principais templos).
Comer na rua em Bangkok não é apenas barato — é uma experiência gastronômica de verdade. Pad thai, som tam, khao man gai, mango sticky rice: tudo entre US$ 2 e US$ 5 (R$ 11 a R$ 27) nas barracas de rua e nos mercados noturnos.
Um restaurante com cardápio, ar-condicionado e serviço mais estruturado fica entre US$ 8 e US$ 20 por pessoa (R$ 44 a R$ 110). Você consegue comer muito bem com US$ 15 a US$ 25 por dia (R$ 82 a R$ 137) se equilibrar refeições na rua com uma ou duas refeições num restaurante mais elaborado.
Transporte dentro de Bangkok é barato: o BTS Skytrain cobre boa parte dos pontos turísticos e custa US$ 0,50 a US$ 2 por trecho. Táxi com Grab (equivalente tailandês do Uber) também é acessível — uma corrida dentro da cidade raramente passa de US$ 5.
Se Bangkok é adrenalina, Chiang Mai é alívio. A capital do norte da Tailândia tem um ritmo completamente diferente — ruas arborizadas, fosso histórico, templos budistas por toda parte, mercados noturnos tranquilos e uma cena gastronômica igualmente excelente.
O voo interno Bangkok–Chiang Mai com AirAsia ou Thai Lion Air sai por US$ 25 a US$ 60 (R$ 137 a R$ 330) dependendo da antecedência. Alternativa: o trem noturno, que leva cerca de 13 horas e custa US$ 15 a US$ 35 (R$ 82 a R$ 192) numa cabine com cama — experiência que vale por si mesma.
O centro histórico dentro do fosso é a melhor localização para quem quer estar perto de tudo a pé.
Aula de culinária tailandesa é quase obrigatória em Chiang Mai. Meia jornada ou dia inteiro, você aprende a fazer curry, massaman, pad see ew — geralmente incluindo visita ao mercado para comprar os ingredientes. Custo: US$ 25 a US$ 40 (R$ 137 a R$ 220). É um dos melhores usos do seu dinheiro na Tailândia inteira.
Santuário ético de elefantes é uma das experiências mais marcantes disponíveis no país. Diferente dos circos disfarçados de "parques" que existem na Tailândia, os santuários éticos permitem observar, alimentar e caminhar com elefantes resgatados — sem nenhum tipo de apresentação forçada ou montaria. O ingresso custa em torno de US$ 60 a US$ 80 (R$ 330 a R$ 440) por pessoa, já incluindo transporte do centro de Chiang Mai e refeição. Pesquise bem antes de reservar: Elephant Nature Park e BEES (Burm and Emily's Elephant Sanctuary) são referências sólidas.
Temple hopping em Chiang Mai é mais barato do que em Bangkok:
Qualquer discussão sobre qual ilha visitar na Tailândia vai durar horas e não vai ter conclusão definitiva. A boa notícia é que o sul tailandês tem opções pra todo perfil e bolso.
De Bangkok ou Chiang Mai, o jeito mais prático é voar até Krabi, Phuket ou Koh Samui. Voos domésticos saem por US$ 30 a US$ 80 (R$ 165 a R$ 440) com boa antecedência.
Krabi e região de Ao Nang é um bom ponto de partida: fica perto de praias excepcionais como Railay Beach (só acessível de barco) e tem estrutura de resorts e restaurantes sem o excesso de Phuket. Hospedagem de US$ 30 a US$ 120/noite (R$ 165 a R$ 660).
Koh Phi Phi é a ilha das fotos de revista — a água ali realmente é daquela cor. Mas é pequena, cara e lotada de turistas. Melhor como passeio de um dia a partir de Krabi ou Phuket (US$ 30 a US$ 50, R$ 165 a R$ 275) do que como base. Se quiser ficar, espere pagar US$ 60 a US$ 200/noite (R$ 330 a R$ 1.100) por uma acomodação decente.
Phuket é a mais desenvolvida — tem ótima infraestrutura, praias variadas (Patong para quem quer agito, Kata e Karon para algo mais tranquilo) e resort de todos os preços: US$ 40 a US$ 300+/noite (R$ 220 a R$ 1.650+). Pode ser barulhento demais no centro, mas as áreas ao sul da ilha são mais calmas.
Koh Samui é a mais sofisticada das grandes ilhas — menor que Phuket, mais cara, com resorts de luxo incríveis na praia de Chaweng e Lamai. Uma boa opção para viagens de casal. Hospedagem: US$ 50 a US$ 300+/noite (R$ 275 a R$ 1.650+).
Os valores abaixo incluem passagem, hospedagem, alimentação, transporte interno e atrações. Excluem souvenirs, compras pessoais e gastos imprevistos.
Sim, é possível. E não é sofrido.
A chave aqui é comer onde os tailandeses comem (que também é onde a comida é mais gostosa), usar transporte público e reservar com bastante antecedência. A Tailândia é um dos poucos destinos no mundo onde ser econômico não significa abrir mão da experiência.
Aqui você tem quarto privativo com ar-condicionado e café da manhã incluído, pode fazer a aula de culinária, o santuário de elefantes e um island hopping tour sem precisar escolher entre um e outro.
A Tailândia tem alguns dos melhores resorts de praia do mundo, e o luxo aqui custa significativamente menos do que nos Maldivas ou Bali de alto padrão. Um resort five-star em Koh Samui ou uma villa privativa em Phuket por US$ 200 a US$ 300/noite seria facilmente US$ 500+ em outros destinos de mesmo nível.
A Tailândia tem três estações: seca e fria (novembro–fevereiro), seca e quente (março–maio) e chuvosa (junho–outubro).
O período de novembro a março é o ideal: temperatura entre 25°C e 32°C, umidade baixa, céu azul nas ilhas, trilhas praticáveis no norte. É também a alta temporada — o que significa preços mais altos e mais turistas, mas nada que torne a experiência ruim.
Dezembro e janeiro têm os preços mais altos do ano (feriados internacionais). Se puder ir em novembro ou fevereiro, você pega o mesmo clima com custos um pouco menores.
Março–abril já começa a ficar quente de verdade. Possível, mas exige mais planejamento de atividades ao ar livre.
Junho–outubro: chuvas frequentes, mas não necessariamente o dia inteiro. Hotéis ficam mais baratos e o turismo diminui. As ilhas do golfo (Koh Samui, Koh Tao) têm padrão de chuva inverso — ficam melhores justamente quando as ilhas do Mar de Andamão (Phuket, Krabi, Phi Phi) estão mais chuvosas.
Brasileiros entram na Tailândia sem visto e ficam até 30 dias por estadia — completamente de graça. Basta passaporte válido por pelo menos 6 meses e comprovante de hospedagem (às vezes solicitado na imigração).
Se quiser ficar mais de 30 dias, é possível fazer uma extensão de 30 dias adicionais no próprio país por cerca de US$ 30 (R$ 165) num escritório de imigração local.
Esse é um ponto que faz diferença real no orçamento final.
Comprar passeio no primeiro dia sem pesquisar. Há agências em toda esquina de Bangkok e Chiang Mai, mas os preços variam muito. Reserve um ou dois dias para se orientar e comparar antes de fechar qualquer tour.
Subestimar o calor e a umidade. Mesmo na estação seca, você vai suar. Roupas leves, protetor solar de alta proteção e hidratação constante não são opcionais — são essenciais.
Entrar em templos sem roupa adequada. Ombros e joelhos precisam estar cobertos em qualquer templo budista. Muitos lugares alugam sarongs na entrada, mas é mais cômodo já ir vestido corretamente.
Não contratar seguro viagem. Atendimento médico na Tailândia pode ser caro para turistas sem cobertura — e a distância do Brasil torna qualquer emergência muito mais complicada. Seguro viagem não é opcional aqui. Se você ainda está em dúvida sobre isso, veja por que você precisa de seguro viagem mesmo achando que não precisa.
Subestimar o transporte entre destinos. As distâncias na Tailândia são maiores do que o mapa sugere. Uma boa parte do orçamento de transporte interno vai para voos domésticos, transfers de barco e van compartilhada — planeje com antecedência para não pagar tarifa de última hora.
Não proteger a bagagem adequadamente. Conexões longas, esteiras de aeroporto e translados de barco: sua mala vai passar por bastante coisa. Leia sobre como proteger sua mala e evitar extravios antes de embarcar.
Sim. Com toda a convicção.
A Tailândia entrega algo raro: um destino que funciona pra múltiplos perfis ao mesmo tempo. Mochileiro de primeira viagem e casal em lua de mel podem estar no mesmo hotel-boutique em Chiang Mai e ter experiências igualmente boas. Street food de R$ 15 e jantar de R$ 250 podem ser igualmente memoráveis. Templo gratuito e resort de praia US$ 300/noite dividem o mesmo país.
O segredo está em ir com um plano — não rígido, mas orientado. Saber quanto você quer gastar, quais experiências são prioridade e ter as reservas certas feitas com antecedência.
É exatamente pra isso que a Bagagem Extra existe.
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