Voo, hotel, ferries, comida e passeios: o custo real de um roteiro pelas ilhas gregas

A Grécia é um daqueles destinos que parece caro demais — até você parar pra calcular direito. Santorini com piscina de borda infinita pode custar uma fortuna, sim, mas Atenas tem tavernas incríveis por R$70 a refeição, ilhas menores com praias de dar inveja e hospedagens honestas que não vão sangrar sua conta. O segredo está em saber o que você quer e montar a viagem com esse objetivo em mente.
A Grécia entrou de vez no radar dos brasileiros. Não é novidade — Instagram ajudou muito nisso, com aquelas fotos icônicas de Santorini que qualquer pessoa reconhece — mas o que mudou é que cada vez mais viajantes estão indo além da imagem e perguntando: quanto custa de verdade uma viagem pra Grécia em 2026?
Esse guia responde com números reais. Vamos falar de Atenas, Santorini e Mykonos, os três destinos mais procurados, com estimativas de hospedagem, alimentação, passeios e logística — além de três perfis de orçamento pra você se localizar. A referência de câmbio usada aqui é €1 = R$6,20 (câmbio praticado no mercado em 2026, mas sempre verifique antes de viajar).
Muita gente trata Atenas como escala obrigatória a caminho das ilhas e perde a oportunidade de entender o que a cidade tem a oferecer. A capital grega é surpreendentemente agradável — caótica na medida certa, com uma cena gastronômica fantástica, bairros cheios de personalidade e, claro, ruínas que fazem qualquer coisa parecer jovem ao redor.
Dois ou três dias em Atenas são suficientes para o essencial: Acrópole, Museu da Acrópole, bairro de Monastiraki, Plaka e a área de Psirri para jantar. Se você tiver mais tempo, o Cabo Sounion (onde fica o Templo de Poseidon com vista pro mar) vale um dia inteiro.
Atenas tem uma das melhores relações custo-benefício entre as capitais europeias. As opções variam bastante:
É onde Atenas brilha de verdade no bolso. Uma refeição em taverna tradicional — entrada de tzatziki ou melitzanosalata, prato principal de frango assado ou moussaka, pão e bebida — fica entre €10 e €18 por pessoa (R$62 a R$112). Restaurantes mais modernos no bairro de Kolonaki ou na área do mercado central cobram entre €20 e €35 por pessoa.
Para o café da manhã, uma padaria local com spanakopita (pastel de espinafre) e café grego não passa de €4 a €6. A Grécia é um dos países europeus onde comer bem e barato ainda é totalmente possível.
Santorini é, sem exagero, um dos lugares mais fotografados do planeta. As casinhas brancas com cúpulas azuis em Oia, as vistas da caldera (a cratera vulcânica inundada pelo mar), os pores do sol que viram evento coletivo — tudo isso existe de verdade e é tão bonito quanto parece nas fotos.
Mas Santorini também é cara. Mais cara que Atenas, mais cara que a maioria das outras ilhas gregas. Isso não significa que seja inacessível — significa que você precisa saber o que está pagando e por quê.
A variação de preço em Santorini é enorme dependendo da localização. Oia é o bairro mais desejado (e mais caro). Fira é a capital da ilha e tem opções mais razoáveis. Akrotiri e Perivolos, no sul, são alternativas mais tranquilas.
Espere pagar mais do que em Atenas, especialmente nos restaurantes com vista para a caldera. Mas é totalmente possível comer bem sem exagero:
Uma dica: o pôr do sol em Oia é de graça. O que custa é a taça de vinho local (os vinhos de Santorini, produzidos da uva Assyrtiko em solo vulcânico, são excelentes) que você vai inevitavelmente querer na mão enquanto assiste. Calcule €10 a €15 por taça nos bares com melhor vista.
Mykonos tem uma reputação de ilha cara e festiva — e ela faz jus à reputação nos dois sentidos. É um destino que polariza: quem ama ama muito, quem não curte o estilo de vida de beach club e noite agitada pode achar que não vale a pena o preço.
Se você gosta de praias bonitas, bares na beira do mar, vida noturna sofisticada e uma vila charmosa para passear (Mykonos Town, também chamada de Chora, é genuinamente bonita), vai curtir. Se está procurando tranquilidade e contemplação, talvez Naxos ou Paros façam mais sentido.
Mykonos é onde os números sobem mais rapidamente se você não prestar atenção. Os beach clubs famosos (Scorpios, Principote, Paradise) cobram entre €30 e €80 por pessoa em consumação mínima (R$186 a R$496). Não é incomum gastar €150 ou mais numa tarde nesses lugares.
Para comer, uma refeição razoável custa entre €15 e €25 por pessoa em restaurantes locais (R$93 a R$155). Em locais mais badalados, o preço dobra facilmente.
Não existem voos diretos do Brasil para Atenas em 2026. Todos os roteiros têm ao menos uma conexão, e as principais rotas passam por:
Os preços variam bastante com a antecedência e a época. Em geral, espere pagar entre R$5.000 e R$10.000 por pessoa em classe econômica, ida e volta, saindo de São Paulo. Comprar com 4 a 6 meses de antecedência tende a garantir os melhores preços.
Se você ainda está planejando qual companhia usar para atravessar o Atlântico, nosso artigo sobre LATAM vs Azul para a Europa compara as principais opções em detalhe. E independente da companhia, não esqueça de contratar um seguro viagem decente — a Grécia é dentro da União Europeia e atendimento médico sem seguro pode ser muito caro.
Se o plano é combinar Atenas com Santorini e Mykonos (um roteiro clássico), você vai precisar se deslocar entre as ilhas. As duas opções são ferry e voo doméstico.
Os ferries saem do porto do Pireu, em Atenas. As duas principais operadoras são a Blue Star Ferries (mais confortável, mais lenta — cerca de 8h para Santorini) e a SeaJets (catamarã rápido, cerca de 5h, mais caro e mais susceptível a cancelamentos por vento). Os preços variam entre €40 e €120 por pessoa dependendo da classe e da operadora.
O ferry noturno da Blue Star é uma opção interessante para quem quer economizar uma noite de hotel: você embarca em Atenas à noite e acorda em Santorini de manhã. A cabine básica fica entre €60 e €100.
A Olympic Air e a Sky Express operam voos domésticos entre Atenas (ATH), Santorini (JTR) e Mykonos (JMK). O voo dura cerca de 45 minutos e custa entre €60 e €150 por trecho, dependendo da antecedência. É a opção mais prática para quem tem tempo limitado.
Esses números consideram voo, hospedagem, alimentação, transporte local e passeios para uma pessoa. Para casais, alguns custos de hospedagem se dividem, melhorando a conta.
Voo em promoção (Turkish Airlines ou TAP com antecedência), hospedagens simples mas bem localizadas (€60 a €100/noite), alimentação majoritariamente em tavernas locais e mercados, transporte de ferry em classe econômica, passeios principais sem extras premium. Dá pra ter uma viagem incrível dentro desse orçamento — a Grécia recompensa quem sabe onde procurar.
Voo em boas conexões sem necessariamente ser o mais barato, hotéis intermediários a intermediários-superiores (€120 a €200/noite), mistura de restaurantes locais e alguns mais elaborados, passeio de catamarã em Santorini, voos internos entre as ilhas, um ou dois beach clubs em Mykonos. A maioria dos viajantes brasileiros que conhecemos se encaixa nesse perfil.
Voo em business class ou em classe econômica com muita flexibilidade, hotéis com vista para a caldera em Santorini e resorts boutique em Mykonos (€250 a €400/noite), jantares em restaurantes renomados, passeio de catamarã privativo, transfers privados entre os pontos. Para quem quer a Grécia sem abrir mão de nenhum conforto.
Julho e agosto são os meses mais movimentados — e os mais caros. As ilhas ficam lotadas, os preços sobem, a fila pra ver o pôr do sol em Oia tem dezenas de pessoas, e o calor (37°C a 40°C) pode ser exaustivo para quem não está acostumado.
Maio e junho são os meses ideais: o mar ainda está frio para nadar (especialmente em maio), mas o tempo é maravilhoso, as ilhas estão lindas com flores, os preços são menores e o movimento é muito mais tranquilo. Setembro tem o mar mais quente, temperaturas agradáveis (28°C a 32°C), preços caindo e muito menos turistas do que agosto. É a janela favorita de quem já foi mais de uma vez.
Se você está viajando para a Europa pela primeira vez, setembro pode ser especialmente interessante: o verão europeu ainda está no ar, mas o pico já passou.
Santorini foi feita para casais. O pôr do sol em Oia, o jantar com vista para a caldera, o passeio de catamarã com parada pra nadar em águas cristalinas — é difícil imaginar cenário mais romântico. Mykonos também agrada casais que curtem um lifestyle mais agitado. Atenas é ótima para casais que gostam de cultura e gastronomia.
Santorini e Mykonos têm pouca infraestrutura pensada para crianças pequenas — as ruelas íngremes de Santorini com degraus por todos os lados podem ser um desafio com carrinho de bebê ou crianças menores. Para famílias, Creta é uma opção muito mais adequada: praias com águas rasas e calmas (especialmente na costa norte), hotéis com parques aquáticos e clubes infantis, tamanho suficiente pra ter variedade e distâncias internas razoáveis. Atenas também funciona bem com crianças mais velhas que aguentam o ritmo de museus e sítios arqueológicos.
Essa é a resposta honesta. A Grécia que aparece no Instagram — com quartos de hotel suspensos na rocha, mesas de jantar à beira da caldera e catamarãs privativos — é real e custa caro. Mas existe também uma Grécia de tavernas escondidas, ferries noturnos, mercados de rua, praias sem resort e museus que deixam qualquer um boquiaberto — e essa Grécia é surpreendentemente acessível.
O que faz a diferença entre uma viagem que esgota o orçamento e uma que entrega exatamente o que você esperava não é o destino: é o planejamento. Saber em quais noites vale a pena gastar mais, quais passeios realmente valem o preço, como montar um roteiro que encaixa Atenas, Santorini e Mykonos sem dias perdidos em logística — esse é o trabalho que a Bagagem Extra faz por você.
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