Comparativo atualizado de peso, medidas e itens extras permitidos em GOL, LATAM, Azul e Voepass

Quem já passou pela saia justa de ver a mala bloqueada no gate sabe bem o estresse que isso causa. Chegar com tudo certo, passar pela fila de check-in, caminhar até o embarque — e aí descobrir que aquela bolsa ficou dois centímetros maior do que o permitido. Não é uma experiência agradável.
Para evitar esse tipo de surpresa, preparamos um guia completo com as regras de bagagem de mão das principais companhias aéreas que operam no Brasil em 2026. Aqui você vai encontrar as medidas, os pesos aceitos, o que é permitido levar como item pessoal e o que fazer quando a bagagem ultrapassa os limites.
Aviso importante: as regras de bagagem mudam com frequência. As informações abaixo refletem as políticas vigentes em 2026, mas sempre confirme no site oficial da companhia antes de viajar. Uma consulta rápida pode economizar tempo, dinheiro e estresse.
A GOL permite que cada passageiro embarque com uma bagagem de mão de até 10 kg, respeitando as dimensões máximas de 55 x 35 x 25 cm (altura x largura x profundidade). Esse é o item que vai no compartimento superior da cabine.
Além da mala, a GOL autoriza um item pessoal adicional — uma bolsa, mochila pequena ou similar — que deve caber embaixo do assento à sua frente. Esse item não tem limite de peso declarado explicitamente, mas precisa ser suficientemente compacto para não ocupar espaço do corredor ou dos outros passageiros.
Itens como casacos, guarda-chuvas e bolsas de compras do duty free geralmente não são contados como bagagem de mão, mas o bom senso é seu melhor aliado: se parecer excessivo, o agente de embarque pode questionar.
A política da LATAM em 2026 funciona de forma um pouco diferente das concorrentes: a companhia trabalha com um limite total combinado de 10 kg entre a bagagem de mão e o item pessoal. Ou seja, você não tem 10 kg para a mala mais um item pessoal livre — os dois juntos não podem passar de 10 kg.
As dimensões máximas para a bagagem principal são 55 x 35 x 25 cm. O item pessoal precisa caber sob o assento à sua frente e, na prática, deve ter dimensões próximas a 45 x 35 x 20 cm para se encaixar confortavelmente.
Por trabalhar com o peso combinado, passageiros que viajam com equipamentos pesados — laptops, câmeras, acessórios de trabalho — devem ser especialmente cuidadosos. Um laptop de 2,5 kg já come uma boa fatia dos seus 10 kg disponíveis. Se você costuma levar muito equipamento eletrônico, pese tudo antes de sair de casa.
A LATAM tem fama de fazer checagens de peso mais frequentes do que outras companhias, especialmente em voos internacionais e nos horários de pico. Não arrisque.
A Azul é talvez a mais generosa entre as grandes companhias brasileiras quando o assunto é bagagem de mão. A política permite uma bagagem de mão de até 10 kg, com dimensões de até 55 x 35 x 25 cm, mais um item pessoal adicional.
O item pessoal — bolsa, mochila pequena, laptop bag — pode ser levado separadamente e não desconta do peso da bagagem de mão principal. Isso dá uma flexibilidade bastante prática para quem viaja a trabalho ou para quem gosta de levar mais coisas sem despachar.
Passageiros com status no programa TudoAzul ou que viajam em tarifas superiores podem ter franquias diferentes. Sempre verifique as condições específicas da sua tarifa no momento da compra — às vezes o benefício está escondido nos detalhes do ticket e pode ser uma boa surpresa.
A Voepass — antiga Passaredo, que passou por processo de recuperação judicial e retomou operações em rotas regionais — permite bagagem de mão de até 10 kg e dimensões de 55 x 35 x 25 cm.
Por operar principalmente rotas regionais com aeronaves menores (como o ATR 72), os compartimentos de bagagem na cabine tendem a ser mais compactos. Em alguns voos regionais, bolsas maiores podem ser solicitadas para despacho na escada da aeronave sem custo adicional — mas isso varia por aeronave e lotação do voo.
Se você vai voar pela Voepass para algum destino no interior do país, vale checar o modelo de aeronave da sua rota. Em aviões menores, até mesmo bagagens dentro do limite legal podem não caber no compartimento e acabar sendo despachadas na porta de embarque.
Se você quer entender quando vale a pena despachar em vez de levar tudo na mão, leia nosso guia sobre bagagem despachada.
| Companhia | Peso máximo | Dimensões máximas (cm) | Item pessoal adicional? |
|---|---|---|---|
| GOL | 10 kg | 55 x 35 x 25 | Sim (bolsa/mochila pequena) |
| LATAM | 10 kg total (mala + item pessoal) | 55 x 35 x 25 | Sim, mas desconta do peso total |
| Azul | 10 kg | 55 x 35 x 25 | Sim (peso separado) |
| Voepass | 10 kg | 55 x 35 x 25 | Verificar por tarifa |
Aqui mora o perigo que muita gente descobre tarde demais. Quando a bagagem de mão ultrapassa o peso ou as dimensões permitidas, as companhias aéreas geralmente tomam uma das seguintes providências:
A situação mais comum: o agente de embarque identifica o excesso e exige que você despache a mala. O custo varia, mas pode ser bem salgado — especialmente se pago no balcão no dia da viagem, sem antecipação online. Em voos domésticos, os valores costumam ficar entre R$ 80 e R$ 200 por trecho, dependendo da companhia e do momento da compra.
Quando o voo está lotado e não há mais espaço nos compartimentos superiores, as companhias podem solicitar que você despache a mala na escada da aeronave sem cobrança. Nesses casos, a mala vai para o porão e você a retira na esteira ao chegar. É gratuito, mas exige paciência no desembarque.
Quem faz check-in presencial pode ser barrado antes mesmo de chegar ao gate. Se o agente perceber que a bagagem está claramente acima do limite (ou se você for "sorteado" para medição), a taxa de despacho será cobrada ali mesmo.
O melhor cenário sempre é chegar dentro dos limites. Mas se você suspeita que vai no limite, faça o check-in online — há menos chances de passar por checagem de peso do que nos balcões físicos. Dito isso, não aposte nisso como estratégia fixa: as companhias têm todo o direito de checar no gate.
Com um pouco de técnica e planejamento, dá para levar muito mais dentro dos limites permitidos. Aqui vão algumas dicas práticas:
Parece óbvio, mas muita gente esquece: aquele casaco de inverno que pesa 1,5 kg fica muito melhor em você do que na balança do aeroporto. O mesmo vale para botas ou tênis volumosos.
Sacos de compressão (aqueles que você fecha e aperta para tirar o ar) reduzem o volume de roupas em até 50%. Não mudam o peso, mas ajudam muito quando o problema é o tamanho da mala, não o peso.
A técnica de enrolar as roupas em cilindros compactos ocupa menos espaço do que dobrar em camadas planas. Além disso, amassa menos — um bônus para quem chega e precisa estar apresentável.
Uma balança de bagagem portátil custa menos de R$ 30 e pode economizar muito mais do que isso em taxas de excesso. Vale o investimento — especialmente para quem viaja com frequência.
Se você vai com acompanhante, distribua os itens mais pesados entre as bagagens de mão de cada um. Dois passageiros com 10 kg cada têm 20 kg de capacidade — e isso pode fazer toda a diferença.
A regra de ouro para viagens mais leves: tire da mala tudo o que você planejou levar, coloque de volta a metade. Na maioria dos casos, as roupas "para o caso de" ficam dobradas no fundo da mala do começo ao fim da viagem.
Independente do peso da bagagem, alguns itens têm tratamento especial e podem ser levados na cabine sem contar na franquia:
Líquidos ainda seguem a regra dos 100 ml por frasco, em recipiente transparente de até 1 litro — isso vale para todas as companhias e é uma determinação da ANAC, não das empresas individualmente.
As políticas de bagagem são um dos principais instrumentos comerciais das companhias aéreas. Ajustar o que está incluído no bilhete básico (e cobrar à parte pelo restante) é uma forma de oferecer tarifas aparentemente mais baixas no comparativo inicial. Por isso, não é incomum que as regras mudem algumas vezes ao longo do ano.
Além das mudanças comerciais, regulamentações da ANAC e acordos internacionais (para voos com conexão fora do Brasil) também podem alterar o que é ou não permitido. Um voo doméstico de São Paulo para Belém, por exemplo, pode ter regras diferentes de um voo de São Paulo para Lisboa operado pela mesma empresa.
A recomendação é sempre a mesma: consulte o site oficial da companhia aérea alguns dias antes de viajar, especialmente se você já comprou a passagem há bastante tempo. As condições vigentes na data da viagem são as que valem — não as que estavam no site quando você comprou o ticket.
Se você leu até aqui e quer um resumo rápido para guardar no bolso:
Boa viagem — e que sua bagagem de mão caiba sempre no compartimento!
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